quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Bela Ilha: CURTI!




"Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!"
Machado de Assis

Há momentos em que não conseguimos seguir em frente é como se o passado se fizesse presente com todos aqueles sentimentos que não existem mais, porém são impossíveis de não senti-los. O problema é a solidão que isso traz, porque você está sozinho, completamente, preso nas boas lembranças que agora só causam dor. Então, você fica esgotado, cansado de tentar e não conseguir se mover, por mais que queira é impossível não olhar pra trás, e isso cansa! Nesse momento, você reúne as pessoas que ficaram ao seu lado e fizeram tudo para que você vivesse, ou pelo menos olhasse o presente; arruma as malas e viaja para algum lugar que possam esquecer absolutamente tudo para simplesmente só sorrirem.

Há momentos em que é preciso ter as pessoas mais queridas ao seu lado em algum lugar diferente, distante de tudo, principalmente se esse lugar tiver uma vista maravilhosa para o mar. Lá fomos nós para a bela ilha.

Encontrar o momento de paz não é fácil, também não foi para chegar ao nosso destino, apesar de todas as seis, sete, dez horaaas de viagem, amizades foram feitas, fortalecidas e a torta foi cortada e comida com um cartão... mal deu tempo de tirar as malas do carro e as rodadas de caipirinha começaram, mas isso não foi o suficiente para a nossa Naty R., ela reinventou o frozen para que pudéssemos animar nossa conversa. E foi dessa conversa que surgiram os jargões, aqueles que só quem viajou entende, além das divertidas histórias compartilhadas. Esperar as meninas que faltavam foi difícil, apesar de vivarmos a noite não conseguimos.

O dia chuvoso, a casa completa, cerveja gelada, frozen, caipirinhas e muita conversa, sério, descobrimos como Americana é um lugar badalado, rs. Colocar as meninas de SP a par dos acontecimentos levou a manhã inteira. Almoço preparado com muito carinho, bem caprichado, apesar do sal. A conversa nunca tem fim, as risadas enchem a casa enorme e chega a hora da balada. Imaginem nove mulheres se arrumando... isso mesmo: secador, chapinha, maquiagem, vestidos, sandálias e muitooo perfume.

A balada pop de Ilha Bela não foi a mesma, porque essa galera abalou...teve dança em cima do balanço, conversa consigo mesma na frente do espelho, os melhores cortes de xaveco, danças malucas que desconsertavam quem estava em volta, mojito com gosto de kibe e, claro, a Dani dormindo!rs. Mas, a volta da balada sempre é melhor, na madrugada, todos esperavam pelo macarrão, porém o meu sono e mau humor não permitiram e os meus amados devoraram o bolo e o frango xadrez. Na manhã seguinte, o sol, a ressaca, o café da manhã regado dos bafos da balada e muita, muita, muita risada. Será possível tanta harmonia??!!!

Sim. Impossível é não ficar bem ao lado dessas pessoas que tanto amo.

Os outros dias seguiram na mesma sintonia, com muitas risadas, bebidinhas e comidinhas, desabafos do coração e os sábios ensinamentos da Gisele. Nunca se esqueçam: vontade dá e passa!

Foi um feriado maravilhoso, recuperamos as energias para o final do ano que se aproxima...

Ter vocês na minha vida é mais do que importante, é essencial para minha existência!

Maria.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Cometa Halley

Queridos amigos, hoje o post é de uma amiga muito querida, nossa Mari H., ou Jadeu, como é mais conhecida pelos colegas da agronomia. Sim, essa nossa amiga é agronoma, trabalha literalmente sob o sol de cada dia e pior, nos campos afastados de Ipeúna. Ela é nossa amiga que usa botina, chapéu de palha e é muito cheirosa! Bem vinda ao nosso blog, Mari...

Halley é um cometa brilhante que retorna ao sistema solar a cada 76 anos, aproximadamente. Por suas aparições serem tão isoladas é que existe um grande fascínio sobre a população terrestre. Em uma conversa com minhas amigas num domingo qualquer, decidimos que eu escreveria um post para este blog para expressar aqui minha indignação e a da maioria das mulheres em relação ao cometa Halley. “Mas isso não tem sentido nenhum!”; “Pobre cometa, não faz mal a ninguém”. Na verdade não temos nada contra o cometa Halley, mas sim com os homens que são praticamente como eles. Logo que aparecem são realmente interessantes, bonitos, atraentes, sem contar na grande expectativa que causam com a sua vinda. E realmente, passam brilhando sobre o céu estrelado da Terra e são capazes de chamar nossa atenção usando palavras bonitas, conversas agradáveis, tudo exclusivamente para que posssam conquistá-las, porém esquecem que são apenas cometas e que não têm a mínima intenção de ficar na Terra e nem podem mesmo, já que sua missão é pura e exclusivamente se exibir e rodar por aí.

É aí que mora a nossa indignação! Sabendo que são dessa maneira, porque ainda querem fingir que são o que não são? Sendo que eles são capazes de ir mesmo embora sem pensar duas vezes como se dissessem: “Quem sabe eu não passo de novo pra te ver?!”; “Eu adoro você, mas agora não dá pra gente ficar junto”; “Você me cobra demais”; “Por favor, me entenda”; “O tempo irá dizer”. Depois dessa diarréia verbal, com a maior frieza do mundo eles ainda se dão o total direito de aparecer novamente, não se importando nenhum pouco com o que deixou para trás e acreditando que quando voltarem, as coisas vão estar iguais.

Homens, aí vai o recado das mulheres: ASSUME, gente! Ou é uma coisa ou não é. As mulheres realmente precisam de DEFINIÇÕES. E preparem-se mulheres, porque vamos ser bombardeadas de milhares de livros que falam “Mulheres são de vênus, homens são de Marte”; “Como entender os homens” e por aí vai, mas infelizmente minhas amigas, as mulheres são da Terra, com os pés no chão e os homens são seres lunáticos de um mundo imaginário que suas mentes vivem. e não vai existir livro nenhum que consiga explicar isso tudo. E quero deixar bem claro que isso são apenas indignações, porque além de tudo as mulheres que eu conheço ainda são fortes, bonitas e bem sucedidas o suficiente para superar e entender que existem milhares e milhares de homens cometa Halley circulando por aí que vão acabar aparecendo. E além de tudo ainda somos coagidas a pensar que realmente nós temos muitos problemas, e ver milhares de filmes com mulheres solteiras, de trinta e poucos anos, que ainda são capazes de escrever em seus diários “Bridget Jones: solteirona e lunática”. Alguém diz pra ela, por favor, quem vem dos arredores da Lua mesmo?

Mariana

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

"Todo amor que houver nessa vida", Cazuza

Bom, não sei quem leu o texto enviado pelo Mateus, “Felicidade realista”, mas quando eu li achei que se encaixava muito bem na minha atual situação. Basicamente o texto fala sobre as exigências que fazemos a nós mesmos e a nossa vida. Quer dizer, talvez seja culpa da TV e essa indústria do poder que influencia os nossos valores e desejos, a verdade é que não nos satisfazemos com as pequenas alegrias...queremos mais...queremos tudo. Já conversei muito a respeito desse assunto e minha mãe constatou algo: parece que as novas gerações estão cada vez mais infelizes e precocemente frustradas. Talvez porque a própria sociedade exija a nossa total dedicação e um pouco mais, afinal o mundo mudou e só ir pra faculdade não basta...você tem que se especializar...mas atualmente muitos se especializam, então você tem que ir pro exterior, mas também não é o suficiente..nunca é o suficiente: tecnologia, internet, línguas, moda, saúde, magreza, dinheiro, casamento, filhos, amor...SOCORRO!! Antigamente não eram tantos requisitos indispensáveis simplesmente para se iniciar uma carreira. Mas a verdade é que nós criamos uma ilusão a partir de exceções prematuramente bem sucedidas. Quando eu disse que isso se encaixa na minha vida nos últimos tempos (já não sei bem desde quando) é porque eu sou a maior prova de ansiedade (sim, pra quem acredita em astrologia...eu sou de áries), mas toda essa insegurança acaba quando eu estou perto das meninas, dos meus amigos, da minha família e isso é o que importa!! Portanto, qual a única resposta pra isso tudo??A VIDA...mas não esse conceito vago...eu digo vida no seu sentido mais simples: o dia-a-dia, que por mais difícil que seja ainda vale a pena. É por isso que eu e as meninas sempre buscamos tirar o melhor proveito das situações, mesmo que isso signifique chorar muito por um canalha! É só um sinal que estamos vivas, que amamos e sofremos com toda a intensidade possível e como tudo na vida, está suscetível ao fim. Mas não pense que é fácil ser tão intensa! Muitas pessoas não entendem, não aguentam a barra de ficar com alguém que se aceite e não problematize todas as situações. A Maria tem teorias malucas, mas com certeza ela tem razão: é tudo culpa do Dawson’s Creek!!

“...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.”

Clarice Lispector

Reflexões da Mari...

domingo, 12 de setembro de 2010

A zona de conforto

Há uma questão sempre levantada entre os amigos: quando você terá coragem de enfrentar a realidade e acabar com o seu relacionamento falido. Sim, sempre há um amigo na roda que se cansou do namorado/a, já não suporta mais a relação, mas não consegue colocar o ponto final. Exatamente nesse momento o nosso amigo está na zona de conforto. Isso significa que o relacionamento está estabilizado, tudo está na mais perfeita rotina, inclusive as brigas não mudam o tópico, é sempre a mesma coisa. Você não consegue se libertar porque parece não haver razão para isso, afinal vocês têm uma história juntos, momentos marcantes e felizes, além do mais as famílias estão envolvidas, não é fácil encarar a todos e dizer que simplesmente não funciona, que perdeu o tesão, porque poucos vão acreditar, sempre pensarão que há algo mais, como alguém na parada, pois uma relação tão sólida não poderia acabar assim. Mas a verdade é que vocês se acostumaram um com o outro, os programas são os mesmos: jantar em casais, cinema, uma vez por semana cerveja/futebol com os amigos, uma baladinha de vez em quando para animar ou uma ida ao motel. A rotina não é tão ruim, porque você tem carinho e respeito e, o sexo é sempre do jeito que você gosta, também, tanto tempo juntos fez com que aprendessem o ritmo e gostos um do outro. Realmente não é fácil abrir mão da zona de conforto, principalmente quando pensamos no domingo a tarde de ressaca sozinhos. Não. Difícil é arrastar essa situação, difícil é manter alguém ao seu lado por puro comodismo, nenhum fim é fácil, mas ser sincero é imprescindível, principalmente consigo mesmo. Não é tão ruim assim, você terá novas experiências, conhecerá outras pessoas, terá novas sensações e até poderá começar tudo outra vez com alguém que faça com que a rotina nunca perca do tesão. A vida é feita de escolhas, o mais importante é fazê-las de modo que possamos ser felizes.

“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”

William Shakespeare

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Latin Lover

Hoje é um dia muito especial, nosso BEST, Mateus Constancio completa ¼ de século, portanto, este post é dedicado a ele.

Para definir amizade podemos usar várias músicas, poemas e clichês, afinal nossa vida é feita de pessoas e poder confiar, dividir, rir, crescer, viajar, chorar com um amigo faz tudo valer a pena. Ter um amigo homem é fantástico, pois não há drama, tudo é simples e sincero; conseguimos entender mais desse universo masculino, desconstruímos algumas imagens, descobrimos que eles também sofrem, se apaixonam, traem, são traídos, têm inseguranças e medos. O amigo é a melhor companhia para ver um jogo de futebol, beber uma cerveja no boteco, ir para balada depois de um fora ou simplesmente para passar o sábado vendo TV de ressaca...

As pessoas se encontram, se conhecem e criam vínculos, o engraçado é que muitas vezes você tem alguém do seu lado, fazendo parte da sua rotina, do seu mundo, porém os laços são puramente cordiais, não há intimidade. Algumas cervejas depois da aula, churras na casa do Pedrão e, pronto, o seu colega de anos, torna-se seu mais querido amigo. O tempo passa, vem a faculdade, novos amigos, outra cidade, nova namorada, outro país, outras histórias e, apesar de todas as mudanças e reviravoltas da vida, a amizade supera o tempo e a distância, não se abala, mas se fortalece. O melhor de ter um amigo é apresentá-lo aos outros amigos, é fazer com que pessoas maravilhosas se conheçam e se gostem. E foi desse modo que a Maria convidou o Mateus para passar um feriado em São Paulo e ele conquistou a Gika e a Mari.

O Mateus é nosso príncipe, o amigo cheiroso, inteligente, charmoso e muito gato que adoramos ter ao nosso lado, porque ele tem um jeito único e americanense de ser que faz qualquer lugar (até mesmo a Vila Duca#*#) ser divertido. É impossível sairmos e não pensarmos nele, a sua ausência é sempre sentia, principalmente quando queremos apenas conversar.

Latin Lover, fazer parte da sua vida é um privilégio e esperamos comemorar I século inteiro ao seu lado, afinal precisamos te ensinar a dançar!!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Releitura

Pensando sobre o outro post e conversando com amigos, achamos melhor fazer alguns comentários sobre o que havíamos dito, na verdade, queremos expor de forma mais clara todas as ideias escritas.

O texto começa com duas citações que nos fazem refletir a respeito dos nossos relacionamentos, afinal se ao sonhar “suavizamos o que nos é hostil”, será que também não fazemos isso quando estamos com alguém? Como assim?

Antes mesmo de começarmos um relacionamento temos um ideal, o tipo de pessoa que seria perfeita para nós, ou quase perfeita. Deste modo, trazemos isso no nosso subconsciente e ao conhecermos alguém fazemos uma “projeção” do nosso ideal. Moldamos a pessoa dentro na nossa cabeça segundo o que desejamos. Seria como uma ilusão, igual aquela dos sonhos, vemos apenas aquilo que queremos, “suavizamos aquilo que nos é hostil”. Isso não é loucura, quantos de nós já não passamos pela ilusão do outro? Talvez a magia do começo, o encantamento e a química física contribua para tudo isso, pois até conhecermos a pessoa de fato ela será o que desejamos, afinal todos criam expectativas em torno desse delicioso momento que é o começo. Muitas vezes essa ilusão é ainda maior e se estende ao relacionamento idealizado. Tudo bem, no início é um “mar de rosas”, os dois na mesma sintonia, mas em algum momento você irá acordar do sonho e o que havia sido “suavizado” se tornará real e “hostil”.

Nesse momento começam as frustrações. A culpa é de quem? Talvez de nenhum dos dois, afinal todos criamos e idealizamos, mas mesmo sendo a vítima idealizada sabemos que temos uma parcela de culpa, pois nem sempre somos sinceros e deixamos nos levar pelo sonho do outro. Muitas vezes só conseguimos ver o outro verdadeiramente quando nos afastamos, quando a relação acabou, então conseguimos ver de fato que ele/ela não era realmente “tudo isso”, o pior que nos sentimos enganados por algo que criamos. Não é difícil ser sincero, é fundamental para que o sonho não se torne um pesadelo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Sonhei que o fogo gelou, sonhei que a neve fervia, e por sonhar o impossível, sonhei que tu me querias"

De acordo com Freud, a experiência consciente durante o sono, chamado de sonho, é apenas o resultado final de uma atividade inconsciente mental. Já Gastão Pereira da Silva define o sonho como a “substituição ou suavizamento de uma realidade que nos é hostil”. Se transpusermos essas definições para as nossas próprias atitudes e nossa forma de enxergarmos nossos relacionamentos, podemos relativizar os nossos conceitos. Ou seja, o que buscamos no outro é realmente real?? Quando nos apaixonamos deixamos que esse estado inconsciente, que nos é tão “pessoal e intransferível”, encobrir nosso lado racional? Acreditamos que sim...

Alguns dizem que não existe mágica, mas achamos que se ela não existisse não haveria como definirmos esse processo de encantamento que faz com que outro ser humano se encaixe perfeitamente nos nossos planos e na nossa vida. E se isso fosse um processo consciente, por que não conseguimos escolher por quem nos apaixonamos? Seria tão fácil... Mas não é. Não é fácil e nem racional. Por mais que a ciência procure explicações biológicas para esse processo, o que também acreditamos serem reais, como os feromônios, por exemplo, achamos que um fator muito importante e presente na maioria das nossas escolhas é a idealização. Não estamos falando só da idealização da pessoa, mas da situação em si. Quer dizer, muitas vezes temos grande dificuldade de entender ou de nos desapegarmos de um relacionamento “fracassado”, pois não encaramos a verdade de que já não dava certo, mas o que achamos ser tão ideal e perfeito nos cegou para a chamada “realidade hostil”, da qual tentamos fugir em nossos sonhos.

Se nos afastamos um pouco e seguimos com a vida parece que tudo nos parece mais claro, quando na verdade o mundo de liberdade criativa dos nossos sonhos já não é o mesmo e, agora o que nos era ideal já não faz mais sentido e aquelas perguntas retóricas que fazemos no fim e nos impedem de “cair na real” agora tem uma resposta: é... Não era tão perfeito! Ele não era ideal. Mas não foi só culpa da idealizadora, mas também de quem se apresentou como o ideal. Confuso?? Não, muito simples... Afinal, aos poucos conhecemos os gostos e as vontades do nosso companheiro, e nos moldamos a isso, esquecendo que uma hora essas diferenças vão surgir inevitavelmente e o mundo colorido fica preto e branco, inflexível. Aquela situação inicial agora já não é mais cômoda e confortável, quando na verdade poderia ter sido mais fácil: se você não sabe falar uma língua, então peça a legenda!! Por que é tão difícil entender que a sinceridade torna tudo mais real? Talvez porque as pessoas ainda prefiram a perfeição e o sonho ao verdadeiro. Como diria Carlos Drummond de Andrade, “a tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos” e se não fossem por eles (os desejos), não haveria também tantas frustrações.

Fonte de pesquisa: http://www.pregaapalavra.com.br/monografia/sonhos1.2.htm

domingo, 11 de julho de 2010

"Porque nem toda feiticeira é corcunda..."

Durante um típico feriado em São Paulo, regado de cerveja, amigos e pizza, como de costume a conversa chegou no polêmico assunto: relacionamentos. Sobre esse tema apareceram diversas perspectivas, como homens que não se apegam, mulheres ciumentas e obcecadas pelo casamento, solteirões convictos, o papel da família em meio a isso tudo, a mulher monstro, enfim, as relações amorosas e seus clichês.
Aqui abordaremos duas visões: a do típico relacionamento sonhado pelas mulheres em seus contos de fadas e a desconstrução do conceito de mulher monstro. Acho que todos já conhecem a famosa história da Bela Adormecida. Hipocrisias à parte, o que se esconde por trás do lindo final feliz é a estereotipada imagem da bela mocinha esperando ser beijada pelo príncipe encantado, enquanto isso a mulher monstro caracteriza-se pela frustração de um relacionamento falido que a tornou o terror de todos os homens, ou seja, a mulher baladeira.
Por que monstro? Não, acreditamos que a mulher de hoje não é um fruto de uma escolha errada masculina, aliás, nós temos também o poder de decisão e o nosso conto de fadas é mais do que esperar pelo homem certo, é ter o direito de estar sozinha, ou melhor de querer estar sozinha.
Muitas de nossas colegas buscam desesperadamente seu final feliz e para isso envolvem-se constantemente com homens que não gostam. É claro que também sonhamos com família e uma vida estável, porém nossa prioridade é ser feliz independente de qualquer imposição social. Frequentemente ouvimos reclamações sobre a canalhice masculina, sobre como eles são culpados pela carência delas e como eles nunca nos entendem. Mas é claro, que esse julgamento vem de relacionamentos que não funcionaram, o que precisamos entender é que isso não é a regra e que estar com alguém vai além de um final feliz. Eles acham que não se pode encontrar a mulher ideal na balada, eles a enxergam como a garota que se frustrou e resolveu pegar o que há de "pior" no homem.
Para tudo!!! Como assim de "pior"???Pegar balada, beber, rir, dançar e curtir um momento com alguém é ruim??? Não, se é bom para eles é bom para nós também. Sair com as amigas para beber e falar bobagem é uma conquista nossa e deve ser valorizada e não vista como algo amoral. Aquele papo furado do caranhão e da vagabunda não cola mais, a vulgaridade do ato está nos olhos preconceituosos de quem vê.
Afinal de que adianta escolhermos nossos parceiros se somos vistas como a escolha deles???
Não queremos ser iguais, queremos poder escolher, fazer exatamente aquilo que nos satisfaz sem sofrer com o típico machismo que perdura dos séculos passados.
O importante é deixar essa hipocrisia de lado e sermos felizes, cada um a seu modo, sem PRÉconceitos!!!!!


Alguns filmes: O sorriso de Monalisa, As horas, 500 dias com ela, Ele simplesmente não está tão afim de você.


Estamos abertas para mais sugestões sobre o assunto, afinal as idéias são construídas e nunca impostas...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Esclarecimentos

Pessoas do mundo, não somos pretensiosas, nem achamos que somos as mais gatas, ah, também não temos nenhuma pretensão pornográfica. Sabemos que o nome do blog sugere todas essas coisas, porém a ideia de Gatas Paulistanas vem da música de um grande amigo nosso, Filipe Bueno que lançou o seu primeiro cd esse ano. Essa é uma pequena homenagem para esse grande e talentoso músico. Aqui vai a letra:

Gata Paulistana

Por que você não olha mais pra mim
E diz qual é a cor do seu pecado?

Espero por você até o fim
E já me deu o nó
Parô para assistir o jogo do mengo
Gata Paulistana ora tenha dó
Eu fiz que fiz de tudo pra ganhar um dengo
Você nem me deu bola e escracha

Se você se acha já é hora de você se achar
Você é o máximo no mínimo desse lugar
Quando o vazio encaixa no silêncio desse olhar
Tenho que cantar

Filipe Bueno/ Samuel Braga

Para que todos se deliciem da boa música do Fil: www.myspace.com/filipebueno

sábado, 19 de junho de 2010

O encontro

São Paulo, a maior cidade do país, um lugar com 10 milhões de pessoas, três garotas se encontraram na bolha. No meio do caos existe um mundo bem diferente, um mundo criado para o conhecimento, um mundo no qual as pessoas se encontram, se conhecem, se descobrem. Foi exatamente nessa bolha, na bolha USP, que nos conhecemos, melhor, nos encontramos. A nossa amizade começou pelo mesma sede de literatura. Não. Na verdade nossa amizade começou pela mesma sede de cerveja.
Já se passaram quatro anos, milhões de baladas, muitos porres, viagens, gargalhadas, lágrimas e loucuras. Durante esse tempo construímos uma amizade forte, difícil até para alguns entenderem, mas o que as pessoas não sabem é que a nossa loucura faz todo sentido para nós, além disso, temos um poder enorme em chocar os outros. Ninguém entende nada.
Resolvemos criar o blog para desabafar. Não. Criamos o blog para nos divertir, porque é disso que gostamos!

Mariana, Gisele, Maria...muito prazer!