quarta-feira, 20 de julho de 2011

AMIGOS


Há pessoas na nossa vida que nos trazem uma força que achávamos impossível ter. Nos momentos de dor, lágrimas, tristeza e incertezas, essas pessoas nos fazem bem só de estarem ao nosso lado, temos amigos que não precisam falar nada, basta nos olharem que já nos sentimos bem, conseguimos acalmar nossas almas agitadas.

Esses nossos caros amigos nos alimentam de alegria e boas risadas nos fazendo superar qualquer fossa ou até uma perda real, nos contagiam com carinho e amor, sendo impossível deixá-los longe de nós. Cada um a seu modo nos preenche em cada momento, temos amigos de escola, de férias, de feriado, de trabalho, de colo, de balada, de infância, de vida... nem todos estão presentes todo o tempo, mas cada um é fundamental para a nossa existência.

Desde o ano passado nós três passamos por momentos de dor, lágrimas e profunda tristeza, claro que nosso pilar foi uma a outra, porém para nossa “recuperação” os nossos mais diversos amigos tiveram um papel fundamental e conseguimos olhar para frente e seguir sorrindo graças ao carinho e paciência deles.

Sabendo da fragilidade da vida, guardamos em nossas almas cada sorriso, cada olhar, cada momento ao lado de vocês, caros amigos, porque mesmo se construirmos castelos só vocês levaremos para todo o sempre. Nós acreditamos que da vida levaremos apenas os momentos, os sentimentos, as sensações, os olhares e os sorrisos, por isso vivemos intensamente e queremos sempre rechear nossas vidas de boas companhias e de momentos inesquecíveis e tudo isso só é possível ao lado de vocês, nossos amigos. Graças a vocês queridos, caros, maravilhosos amigos que NÃO NOS ABALAMOS E FAZEMOS BALADAS, afinal a vida é frágil e única!!!!!!

Agradecemos a cada um de vocês, por cada momento ao nosso lado, muitos ficam distantes, mas jamais esquecidos!!!!!!!!!!

Feliz dia do AMIGO!!!


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Homo sapiens


Caros amigos, bem sei que o intuito desse blog é uma conversa descontraída, mas preciso escrever sobre o espetáculo grotesco que estamos vendo na mídia sobre ao assassinato de Osama bin Laden.

Não irei retomar o contexto histórico que se insere toda a busca pelo árabe Osama, acredito que todos estamos exauridos desse acontecimento e de seus desenlaces. Partirei do último episódio dessa novela.

É até cômico a forma como os fatos são apresentados, como se fosse cabível todas as atitudes dos EUA, tacharam de barbárie o ataque de 11 de setembro, porém não fazem diferente, fazem pior, invadem países, instauram o caos, torturam seres humanos, matam e se lambuzam no sangue das nações ditas inimigas. Uma nação que busca justiça pelos seus mortos acaba por agir pior que seu algoz, os direitos humanos são levados em conta apenas de um lado, do outro, o lado que busca justiça está isento e não mede esforços na crueldade para com seu alvo. Não defendo assassinos, mas é preciso refletir nas atitudes tomadas, não buscam justiça, mas vingança, pois justo seria um julgamento, seria prisão e não o assassinato escuso que infringe tudo o que conhecemos como direitos humanos.

A história se repete e mais uma vez a violência gerou mais violência, a primeira lei ocidental volta a imperar: “Olho por olho, dente por dente.” Nós, ocidentais, realmente não aprendemos nada com nossos erros selvagens, cada século traz seus argumentos inescrupulosos para escravizar, exterminar culturas, alimentar o ódio, matar, matar, matar, matar, matar, matar, matar, matar, matar, matar, matar, matar, matar para ter nas mãos e nos dentes o sangue de nosso semelhante, para assim, conseguir aquilo que não nos pertence: terra, metais, petróleo, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro... e depois de tudo continuamos aplaudindo sem a menor vergonha de sermos colaboradores do genocídio da nossa humanidade.

O assassinato de Osama bin Laden reflete nosso primitivismo, exalta o gosto pelo sangue alheio, na verdade é um pequeno exemplo de tudo que a civilização tem feito para retroceder e permanecer na selvageria.

Desculpas pelas minhas palavras, mas dói assistir a tudo sem conseguir gritar, fico a me perguntar se algum dia conseguiremos ser melhores...

Guerra


Tanto é o sangue
que os rios desistem de seu ritmo,
e o oceano delira
e rejeita as espumas vermelhas.

Tanto é o sangue
que até a lua se levanta horrível,
e erra nos lugares serenos,
sonâmbula de auréolas rubras,
com o fogo do inferno em suas madeixas.

Tanta é a morte
que nem os rostos se conhecem, lado a lado,
e os pedaços de corpo estão por ali como tábuas sem uso.

Oh, os dedos com alianças perdidos na lama...
Os olhos que já não pestanejam com a poeira...
As bocas de recados perdidos...
O coração dado aos vermes, dentro dos densos uniformes...

Tanta é a morte
que só as almas formariam colunas,
as almas desprendidas... – e alcançariam as estrelas.

E as máquinas de entranhas abertas,
e os cadáveres ainda armados,
e a terra com suas flores ardendo,
e os rios espavoridos como tigres, com suas máculas,
e este mar desvairado de incêndios e náufragos,
e a lua alucinada de seu testemunho,
e nós e vós, imunes,
chorando, apenas, sobre fotografias,
– tudo é um natural armar e desarmar de andaimes
entre tempos vagarosos,
sonhando arquiteturas.

Cecília Meireles

Fonte: Meireles, C. 1993. Poesia completa: volume único. RJ, Nova Aguilar. Poema originalmente publicado em 1945.

Maria.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Vinte e poucos anos

Caros amigos, mais uma vez o nosso Latin Lover forneceu material para um post, dessa vez foi um email que traz uma perspectiva frustrada e triste dos nossos vinte e poucos anos, realmente não me contive e precisei escrever outra perspectiva dessa “fase”, tive ajuda de vários amigos que também vivem esse momento.

Depois dos 20 anos temos uma leve desconfiança de que as responsabilidades de um “ser adulto” está chegando, embora os amigos e a rotina dessa idade diga o contrário. É um misto de crescer e saber viver, é algo como muitos amigos, muita risada, muita diversão, muitas noites mal dormidas e muitas tardes bem dormidas. É ter um turbilhão de emoções, é estar intensamente ligado com o mundo, é ser impulsivo, mas ter consciência das suas responsabilidades.

É o momento em que corremos atrás dos nossos sonhos, podemos tentar aquele emprego fantástico, mas se não der certo tudo bem, podemos ser trainee, afinal acabamos de nos formar e subir degrau por degrau faz parte de uma grande carreira. E se o emprego é magnífico, porém não é o que te desperta aquele tesão, então, você pode jogar tudo para o alto e tentar outro caminho.

É agora, caros amigos, que viajamos, conhecemos o mundo e vivemos as mais deliciosas aventuras, é quando conhecemos as mais diferentes pessoas e aprendemos com elas, é olhar em volta e entender a singularidade de cada indivíduo, é decidir entre seguir com os seus preconceitos ou deixá-los para trás para amadurecer e perceber que RESPEITO é a palavra de ordem. É como se ao desenrolar dos 20 e poucos anos você fosse descobrindo o real valor das coisas, dos amigos, das emoções.

Aprende a amar, amar sem medo, amar sem máscaras e somos amantes de um modo intenso e nessa mesma intensidade sofremos por uma paixão, mas agora temos a serenidade para perceber que isso será superado e que iremos amar, amar e amar outra vez. O sexo que antes era um acontecimento que roubava uma enorme preocupação, agora, é tratado como mais simplicidades como um ato de trocas de energias, é um carinho intenso, com respeito e com muito, muito, muito tesão.

Ter 20 e poucos anos significa que a intensidade da vida é aumentada, significa que você realmente sabe o que importa, quem importa e como importa. É quando na verdade você toma conta de quem é, e assim, as pessoas gostem ou não, já não importa, porque quem realmente te conhece e gosta de você estará sempre do seu lado e você descobre que os amigos são seus amigos exatamente por quem você é. Provavelmente as amizades mantidas e construídas nessa época serão seu futuro círculo de amigos, estarão no seu casamento, no batizado do baby e nos churras de domingo.

É engraçado pensar na vida como fases, mas é mais ou menos isso mesmo, o que não podemos fazer é achar uma época melhor do que a outra, porque cada idade tem a sua beleza, a sua dor e suas conquistas, mas ser feliz só depende de nós mesmos, independe da idade.

http://www.youtube.com/watch?v=KY6BgK-92ZA&feature=related

Maria.

quinta-feira, 10 de março de 2011

CARNA FARM


A família Faraone recebeu os amigos mais malucos e animados no seu CARNA FARM. Quem pensou que seria apenas um retiro, com muito baralho e pouca festa se enganou completamente, o que não faltou foi animação dessa galera. Enquanto o sol estava escondido atrás das nuvens, a cerveja gelada acompanhava o churras do menino Thomas, a comida delícia da Lúcia e o momento stand up organizado pelo DJ Ma Constancio (nosso Latin Lover). Ao cair da noite, as pessoas desapareciam entre um cochilo e outro, todos estavam se preparando para a balada. Isso mesmo, com direito a fantasia, maquiagem, chapinha e muita máscara... quando parecia que não haveria festa, não mais que de repente, estávamos todos dançando ao som do nosso DJ e bebendo os drinks tomba moça e melancia atômica que o eficiente menino Thomas preparava a todo minuto. Subir no balcão virou rotina, assim como requebrar até o chão e levar vários capotes, muitas paqueras, risadas e loucuras... para encerrar a noite, ou melhor começar o dia, macarrão do Thominha com batucada do Seca... tão poucos dias e tantas histórias!!!!

Vamos aos destaques do CARNA FARM:

Família Faraone: Naty, Fer e Carol (Favelão, Favela e Favelinha) responsáveis por tudo ter acontecido.

O menino Thomas (Thominha) foi nosso salvador, preparava o churras, as bebibas, o macarrão da manhã e ainda dançava todas!!!!

Laysa, a doida ou Lady Gaga dormia o dia inteiro, mas abalava e chocava a noite, pendurada no ferro, em cima do balcão, requebrando, caindo, assustando a galera com tanto fogo no corpo, realmente foi um show a parte!!!

DJ Ma Constancio embalou nosso carnaval e lançou nossa música tema: Barbra Streisand, ou como diria a Carol “fuck strangers.”

Seca com a sua performance Marilia Gabriela garantiu muitas e boas gargalhadas e lançou: Amor de carnaval não sobe serra, mas pula porteira.

Brandão a sensação de segunda à noite!!!

Grazzi a garota conjuntivite!!!

Caio..hummm... melhor nem comentar, rs!

E, claro, a santa e maravilhosa Lúcia que além de limpar e organizar a casa todos os dias, preparava o melhor almoço do mundo, salvador da ressaca!!!!

É galera seria impossível tudo ter sido tão bom se cada um de vocês não estivessem presente, conseguimos nos divertir com muitos excessos, mas sem encrencas, tudo na santa paz em plena sintonia.

PUTA ROLE DEIIZZZZ!!!!!!!!!!!

UH UH UH UH UH UH UH UH UH... Barbra Streisand

QUE VENHA PÁSCOA FARM!!!!!!!!!!!!!!!!!

Obs:

Galera, esse post é uma pequena homenagem ao CARNA FARM que aconteceu em Americana, aguardamos o post das outras duas integrantes do blog que passaram o carnaval em Cabo Frio.

Maria.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pasárgada

Crônica de Pasárgada

Eu sempre soube que você era o homem da minha vida, exatamente piegas assim. Mas, no meio de toda a minha loucura de vinte e poucos anos, eu tinha você guardado, como se tivesse certeza que o nosso momento iria chegar, depois que curtisse tudo pelas terras paulistanas, pelo mundo... Quando finalmente, estávamos em sintonia, mais uma vez eu me afastei de você, mas dessa vez atravessei o oceano.

Eu mudei, você mudou. Eu voltei e você desistiu de mim e depois de tanto tempo se apaixonou por outra pessoa, eu também estive apaixonada por outro. Entretanto, não foi fácil te ver com outra depois de tantos anos tendo você ao meu lado, teve momentos que senti raiva, mas nunca deixei de ficar feliz por você ter encontrado alguém que te respeita, te admira e te completa. Mas, sem hipocrisia, ainda não me sinto à vontade vendo vocês juntos, porém sempre respeitei a sua relação, me mantive distante todo esse tempo e dentro de todos os limites, só por hoje resolvi falar, mas só por hoje.

Não faço mais planos, não faz mais sentido, mas você sabe onde me encontrar... Estarei em Pasárgada, porque lá eu sou amiga do rei, porque lá a existência é uma aventura inconsequente e não há passado ou futuro. Em Pasárgada eu estarei ouvindo a nossa música:


“Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar...”

Chico Buarque

MARIA