sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pasárgada

Crônica de Pasárgada

Eu sempre soube que você era o homem da minha vida, exatamente piegas assim. Mas, no meio de toda a minha loucura de vinte e poucos anos, eu tinha você guardado, como se tivesse certeza que o nosso momento iria chegar, depois que curtisse tudo pelas terras paulistanas, pelo mundo... Quando finalmente, estávamos em sintonia, mais uma vez eu me afastei de você, mas dessa vez atravessei o oceano.

Eu mudei, você mudou. Eu voltei e você desistiu de mim e depois de tanto tempo se apaixonou por outra pessoa, eu também estive apaixonada por outro. Entretanto, não foi fácil te ver com outra depois de tantos anos tendo você ao meu lado, teve momentos que senti raiva, mas nunca deixei de ficar feliz por você ter encontrado alguém que te respeita, te admira e te completa. Mas, sem hipocrisia, ainda não me sinto à vontade vendo vocês juntos, porém sempre respeitei a sua relação, me mantive distante todo esse tempo e dentro de todos os limites, só por hoje resolvi falar, mas só por hoje.

Não faço mais planos, não faz mais sentido, mas você sabe onde me encontrar... Estarei em Pasárgada, porque lá eu sou amiga do rei, porque lá a existência é uma aventura inconsequente e não há passado ou futuro. Em Pasárgada eu estarei ouvindo a nossa música:


“Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar...”

Chico Buarque

MARIA


Um comentário:

  1. É assim mesmo minha amiga, um dia depois do outro, entre o tempo e o espaço a duração do existir não faz sentido algum...melhor assim!

    E há aqueles que sempre estarão a cuidar de ti...

    Beijo

    ResponderExcluir